Introdução ao Linux (quick and dirty)

Tux! Mascote do Linux...Tudo que você queria saber, mas tinha vergonha de perguntar! Que frase manjada, não? Mas enfim, vou falar um pouquinho sobre o Linux (aquele do pingüim!); algo bem básico, apenas o suficiente para você não ficar boiando quando ouvir falar dele. Afinal, ele vem crescendo, e muitos computadores montados já podem ser comprados com Linux instalado. Leia e divirta-se!

O que é um Sistema Operacional?

O Sistema Operacional é essencialmente um programa responsável pelo gerenciamento dos recursos da máquina. Ele serve como interface entre um programa e o hardware (parte física da máquina).

Isso significa, por exemplo, que não importa se seu monitor é da marca A ou marca B; ou se sua conexão com a Internet é discada, cabo ou ADSL… O sistema operacional se encarrega das particularidades de cada um e oferece aos programas uma maneira única e simples de realizar as operações que utilizem estes recursos.

O Windows é um sistema operacional, assim como o Linux. Existem também sistemas operacionais para PDAs (aqueles computadorezinhos de mão, que escreve com a canetinha) e celulares. Eles são importantes pois, sem eles, os programas seriam extremamente complexos e pouco compatíveis, e não teríamos a variedade de opções e aplicações existentes hoje em dia.

É mais ou menos como uma tomada da rede de energia elétrica… Tem aquela entrada “nariz de porco” e a dos “dois tracinhos”, tem 110V e 220V. É muito mais fácil padronizar dessa forma do que se, para cada aparelho elétrico da sua casa, você tivesse de ter uma tomada com um formato e voltagem especial para conseguir usar. Já imaginou na hora de comprar uma geladeira, você investigando se o formato da tomada é compatível com a tomada que você tem livre na cozinha, o caos que não seria?

Linux não é Windows

Parece óbvio, mas o que mais se vê por aí é gente perguntando algo do tipo “como eu faço XYZ igual no Windows?”. Tudo bem, se tudo o que você sabe é Windows, é natural querer fazer analogias. Entretanto, uma coisa importante é saber separar as coisas logo cedo.

O Windows é o Windows, e embora esteja na maioria dos computadores de mesa, não é porque algo é assim ou assado lá que deve ser assim e assado em todo lugar. Portanto, diferenças existem em diversas áreas, e devemos respeitá-las e entendê-las.

Praticamente todos os aplicativos possuem seu análogo no Linux. Seja para ver vídeos, ouvir músicas, fazer planilhas de cálculo ou conversar com os amigos. E aí é que está o “problema”. Alguns programas tem versão pra Linux idêntica a de Windows; outros são um pouquinho diferentes; outros possuem clones (versões não-oficiais que imitam o original em todos os aspectos possíveis) e outros simplesmente não existem (o que geralmente quer dizer que a alternativa é um programa bem diferente).

Alguns exemplos práticos:

  • Firefox: possui versão para Linux; idêntico
  • Skype: possui versão para Linux; com algumas diferenças visuais
  • MSN: possui clones e alternativas; diferenças começam a ficar mais evidentes
  • Photoshop: possui apenas alternativas; diferenças sensíveis de funcionalidade e interface

Linux não é modo texto

O Linux se popularizou como sistema operacional para servidores. Ou seja, coisa de local de trabalho, que só a galera técnica nerdzona, com óculos fundo de garrafa costuma mexer. Ok, claro que não é bem assim, mas deu pra entender que não era coisa de usuário comum.

De lá pra cá, ele vem ficando muito mais amigável ao usuário comum. Antes era só o modo texto (similar ao prompt do DOS, mas muito melhor, acredite), e agora temos recursos tão avançados quanto um desktop com animações 3D (como o Windows Vista e o Mac OS X, na hora de minimizar, abrir ou fechar janelas, por exemplo).

Entretanto, ao contrário do falecido DOS, o modo texto do Linux permanece firme e forte. Primeiro, porque é extremamente poderoso. Segundo, porque permite que se realize diversas funções de forma fácil e rápida (quando se está minimamente familiarizado com ele, claro!). E, terceiro, porque é perfeito para uso remoto.

Não é porque você viu alguém digitar comandos aparentemente obscuros numa tela preta que o sistema é difícil de usar. Um dos pontos altos do Linux é a flexibilidade, e isso se dá em grande parte por ser livre. Isso significa, em poucas palavras, que é grátis e que, se você tiver o conhecimento e a disposição necessárias, pode fazer modificações à vontade. As opções de programas para uma mesma tarefa também são bem variadas (as vezes até assustando no primeiro momento), permitindo que você escolha o que mais lhe agrada. Falarei mais sobre open source/free software e suas vantagens em um post futuro!

Por quê Linux?

A resposta a essa pergunta muitas vezes é filosófica. Alguns motivos muito fortes seriam porque ele tem um mascote muito fofo – o Tux – ou porque é legal ser diferente, mas infelizmente estes argumentos não costumam convencer ninguém 😉

Para servidores, é fácil fazer uma lista de prós e contras. Entretanto, quando falamos de computadores de uso pessoal, a coisa se complica um pouco mais. A maioria dos usuários usa porque é grátis ou porque é um usuário avançado que gosta/depende/se beneficia do que o sistema oferece. Para o usuário comum, que navega, manda emails, assiste vídeos no YouTube, ouve música e não vai muito além disso, Linux ou Windows é tudo a mesma coisa…

Existem diversos relatos na Internet de situações em que o Linux se comportou muito melhor que o Windows na hora de configurar uma impressora, se conectar à Internet sem fio de um hotel, ou lidar com um dispositivo como câmera digital ou MP3 player. Infelizmente, pelo domínio do Windows, quando as coisas não funcionam, a dor de cabeça é maior (algo como tentar instalar uma maçaneta de porta para Palio em um Gol – impossível não é, mas vai dar trabalho). Então é mais ou menos no esquema oito ou oitenta, e por isso eu sugiro um empate técnico.

O importante é que o sistema está cada vez mais maduro e acessível para usuários comuns, e embora isso possa não ser tão significativo hoje, amanhã ele poderá competir muito mais seriamente e se tornar uma opção barata para aqueles preocupados com a legalidade de seus computadores (talvez mais relevante no ambiente corporativo). Por enquanto, um pouquinho de força de vontade ainda é necessário.

Curiosidades

Tem gente que instala Linux nos dispositivos mais inusitados: iPod, Nintendo DS, Xbox, etc. Inclusive, existem boatos não confirmados de que o Nintendo Wii roda Linux também!

Conclusão

Como o post foi de caráter superficial e informativo, fico por aqui sem tentar evangelizar ninguém, mas aqueles que se interessarem podem experimentar o Ubuntu, que é uma das muitas opções de Linux existentes, e visto pela maioria como o mais amigável ao usuário. Você pode rodar o sistema direto do CD, que está disponível gratuitamente para download no site, sem bagunçar seu computador. Assim dá pra ter um primeiro contato com o Linux.

Caso restem dúvidas, por favor deixem comentários que responderei. Se for do interesse da galera, posso fazer um post mais detalhado e falando de funcionalidades muito interessantes do Linux. Por ora, fico por aqui. Espero que tenham gostado!

Para saber mais…

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2 Responses to Introdução ao Linux (quick and dirty)

  1. noanswer12 disse:

    bem…
    talvez se eu tivesse lido esse artigo antes num tinha feito tanta besteira no meu pc quando estava com linux instalado… =/

    mas agora é tarde… e estou mto acostumado com o windows…
    mas para novos usuarios faz bem ler xD

    valeu eduardo (meu deus… como é estranho te chamar assim)

  2. Nametala disse:

    lol…linux sucks “teckyyyy”
    =D
    brincando…eu nao sou mto fã por um motivo obvio… nunca fiquei + de 2 hs num linux…enche o saco
    haUahuahuahau

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